segunda-feira, 11 de abril de 2011


Mantenho velado, cuidado.
Todas as palavras favoritas do nosso português.
Quantas coisas se dividem com o olhar?
Quantas coisas não precisam de tato pra acontecer?
O que tá no seu sangue, e você escreve por acreditar?
Monografias se tratam disso, amores de verão também.
Quando eu ia a uma entrevista de emprego... e me perguntavam se tinham experiencia no exterior e diziam que isso era muito importante... eu tinha vontade de socar... PQP... pq?? Não é essa porra de ingles que eu tenho que falar... esse eu falo... que mais você quer?

Pois é... hoje eu sei o que eles querem... pessoas sensatas... que sabem do que falam... que conhecem não só uma parcela do todo... mas que conhece boa parte dele...
Quando a gente sai do que nos é familiar... e vem parar onde TUDO é diferente... inclusive as pessoas... os costumes... a cultura... a lingua... as girias... as brincadeiras... exatamente tudo... a gente acaba despertando a nossa capacidade de percepção.

Há 4 meses atras eu era aquela menina criança... criticando meu país e com vergonha de pertencer a ele. PANACA!
Hoje eu tenho orgulho de ser brasileira... e olho pro meu país com olhos de garota apaixonada. A gente aprende a dar valor e vestir a camisa do nosso! Nossa terra, nosso chão, nossa pátria amada. Não! Não somos os mais violentos, idiotas e sem instruçao... aquelas pessoas que votaram no Tiririca tem muito a ensinar... a gente só precisa nos prestar a ouvi-los... não por votarem no Tiririca... mas porque a gente aprende que TODO MUNDO tem um motivo... uma razao maior... e nós temos que respeitar isso.

Aprendemos a ouvir! A aceitar! A conviver com o que normalmente nao nos é agradavel.
Eu cresci achando que os americanos eram as melhores coisas do mundo... NAO SAO! Eles só sao americanos... aqui tem violencia... aqui tem loucos... aqui tem pobres... aqui tem gente que morre... ELES NAO SAO IMORTAIS.... eles sao ignorantes mesmo... nao há noticiario informando o mundo... eles crescem se achando os melhores... e nem se preocupam em saber se são... eles nao sao os melhores...eles sao comuns... sao normais... mas eles nao sabem disso...

Eles tem uma economia estavel... mas e? Só porque com 800 dolares por mes eu compro Guess, GAP, Levis, Aeropostale, xbox, ps3, blablabla? E ainda viajo o país inteiro? hmmmmmmmmmm
Mas eu vou te contar uma coisa...
Sabe esse seu amigo que te liga e te adora... e que ta sempre por perto pra te ajudar? Ele nao tem preço... não é mercadoria.
Sabe sua familia? Que faz uns almoços que voce acha boring de domingo... que ligam no seu aniversario... que te abraçam... e se preocupam quando vc tá mal? Que se reunem pra festejar qualquer coisa? Então... eles nao tem preço tbm...
Sabe a casa da avó? Com cheiro de pão caseiro? Com seus primos correndo pra lá e pra cá? E vc se machucar e correr todo mundo pro hospital preocupado com vc? Não tem preço!
Sabe quando vc subia em arvores? Descia de carrinho de rolimã? Andava de bicicleta? Bolinha de gude? Esconde-esconde? Sujava de lama? era criança? Pois então... não tem preço!
Sentimentos não tem preço.

Eu não estou deprê. Nem criticando a vida americana. A gente aprende que há valores diferentes na vida... e você escolhe o que te faz feliz... eu já escolhi... Minha familia me faz feliz! Meus amigos me fazem feliz! Meu Brasil me faz feliz!

Aqui é tudo mais fácil SIM... mas é só mais uma etapa que eu escolhi passar... eu não saberia viver longe do sorriso da minha mae... eu nao me perdoaria de perder as felicidades da minha familia... eu quero sentar na mesa com eles... eu quero comer o arroz amarelo da minha tia no Natal... eu quero brigar com os meus priminhos... eu quero agarra-los e morde-los... eu quero fazer parte de tudo isso que sempre me pertenceu... Vencer mais essa etapa... e voltar pro meu país e dizer: Sim... eu tive uma experiencia no exterior... e agora eu sei what you mean... agora eu cresci!

sábado, 9 de abril de 2011

-Ele é tão bonzinho.
-Ah, Juliana, pelamordedeus, bonzinho não. Bonzinho não, né? Não me diz isso. Completa: ele é tão...
-Atencioso. Ele é tão atencioso.
-Ah, tá. Melhorou.

Eu sei que meninos não gostam de ser chamados de bonzinhos. Ou de fofos. Eu sei, já me disseram, eu entendi.

Mas eu não quero só dizer que é bonito. Não quero só dizer que é inteligente. Não quero só dizer que uau, fico arrepiada só de pensar. Nem quero só dizer que é engraçado e me faz rir.

Eu quero dizer que me faz ter vontade de andar de mãos dadas. Me faz ter vontade de encostar minha cabeça no ombro. Me faz sorrir fechando os olhos.

Eu quero dizer que faz o meu coração ficar quentinho.

Que palavra eu uso?

Aprendi que amor é a força motriz... É o carimbo mais importante em um passaporte, é aprender que se tem pra onde ir, voltar...
Por quem atravessar... Essa semana, uma quinta, um ou dois Oceanos... O tempo.
Vou atravessar a gente.
Deixar pra trás e esperar a próxima maré.
Te carregar como todos os desenhos que fiz e vou fazer.
Sentir atemporal.
Já sabia que sempre soube.

terça-feira, 5 de abril de 2011

E a gente aprende a dar valor.

Valor no chefe que você tinha que jurava que odiava. Nos colegas de trabalho que muitas vezes eram chatos e irritantes e você jurava que os queria longe. Nas ligações dos seus amigos no meio da madrugada, pra dizer nada... simplesmente pra mostrar: lembro de você até bebado! Nos lembretes da sua mãe que você insistia em dizer que ela era implicante. Nas brigas da sua casa que você pensava ser porque você morava no inferno. Nos seus familiares que você não visitava sempre porque tinha pensamentos diferentes dos deles e achava que eles não se importava com você. Nos dias de chuva que você passava vendo filme com a sua mãe, e na preguiça master dizia: "Mãee... faz chocolate quente pra nós.." e ela toda fofa ia fazer. Nos dias de bode que você passava o dia deitada no sofá e sua amiga no outro simplesmente sem fazer porra nenhuma. No menino que queria te namorar e você se achava independente demais pra encarar um namoro. No feijão com cheiro da casa da vó, que você comia todo dia e não se dava conta de quanto amor tinha naquilo. Nas festas de família que sempre pareceram tão boring e você sempre odiou ter que sorrir pra todo mundo. Nas palavras que você não disse. Nas vozes que você não escutou.

E tudo passa a ter um valor diferente. Um peso mais forte. Uma vontade de estar sempre lá.

E não dizer nada. Só estar lá. De volta pra minha vida simples, panaca e pacata do terceiro mundo.
Só estando no primeiro pra você realizar que o 3 sempre foi maior que o 1.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você pensa que tudo que você quer é alguém te esperando de noite em casa. Mas não é.
Você pensa que tudo que você quer é se apaixonar de novo e sentir aquela angústia constante da dúvida da reciprocidade. Mas não é.
Você pensa que tudo que você quer é uma pessoa que te elogia a cada 5 minutos e te acha a coisa mais linda, inteligente e divina no mundo. Mas não é.
Você pensa que tudo que você quer é que seu ex-namorado reconheça que você foi a melhor coisa que aconteceu a ele e ninguém se compara a você. Mas não é.
Você pensa que tudo que você quer é ser reconhecida, ser promovida, ser aprovada, ser selecionada, ser recompensada. Mas não é.

Porque o que você quer é sempre o que falta.

Quando eu perdi a única coisa que me importava na vida, eu achava que só seria feliz de novo quando a recuperasse. quando eu tive a oportunidade de recuperá-la, eu não quis mais.

Quando me ofereceram uma coisa que eu não queria, pra mim foi indiferente. quando tiraram essa coisa de mim e disseram que eu não podia mais ter, agora é tudo no qual eu consigo pensar. é tudo que eu quero e preciso. Até eu ter.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eu já cansei de tentar entender pq as pessoas num prestam...
agora eu quero entender por que os que prestam adorammm aqueles que nao valem nem o que comem...
 
Copyright Just fix me 2009. Powered by Blogger.Designed by Ezwpthemes .
Converted To Blogger Template by Anshul .